MatchPoint Portugal

Penso que esta imagem fala por si:


Depois de estarem no court a debaterem-se como guerreiros...

Penso que também é de realçar o desportivismo de Nadal com o "embaraço" de Federer, pois só aumenta as qualidades globais deste jogador, não só no campo, como fora dele.

De qualquer maneira penso que não é em muitos desportos que se vê este tipo de atitude após o final de jogos tão importantes como este.

Como esta imagem posso mostrar outras (por acaso o interveniente é o mesmo...):

Tags: desporto, ténis

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Respostas a este tópico

Luis Remedio,
Inteiramente de acordo com o que acaba de refrir; mais, o "sacrifício e trabalho" de que fala, tem de ser repartido pelo atleta/treinador/clube; Chama-se a tudo isto (grosso modo) - INVESTIR; Ora, é aí que reside sempre a questão. Quem, Como e o Quê, estão estas "entidades" dispostas a fazer? Por norma o que acontece, e tendo em conta a mentalidade tacanha e latente, existente no N/País, está á vista de todos. Não podemos querer que de um momento para o outro os ditos "frutos" apareçam; podemos sim, INVESTIR, APOSTANDO, na formação/competição. Tem custos? Claro! Para o jogador/treinador/clube. Se não for desta forma, muito dificilmente se chega a algum lado.
Um abraço. PTR
Não posso deixar de estar inteiramente de acordo.

Acontece é que neste País as pessoas não vivem do ar, e acho que o Governo podia ser mais intervencionista e menos despreocupado, pois até agora os Campeões que tem aparecido nas diversas modalidades, tem sido por meros acasos e não por trabalho produzido num Clube, estou-me a referir a exemplo do Figo, Ronaldo entre outros. No fundo, muitos deles já antes de o serem o que são hoje, já tinha alguns skills que indiciavam que valia a pena apostar. No ténis ainda não apareceu ninguêm assim, a não ser a Michelle Brito, mas que já se encontra a treinar fora do País, o que define que em Portugal não há condições.

A minha proposta para que fosse possível o Ténis evoluir, seria as famílias terem dedução fiscal e os Clubes terem maior apoio e fiscalização por da Federação e Associações. Com este impulso e alguma divulgação, digo Marketing, certamente o Ténis iria crescer em Portugal.

A pergunta que eu faço é se interessa a alguns investidores que o Ténis evolua em Portugal... é que depois começam responsabilidades e isso tem custos!!!
Luis Remedio,
Os casos que apresenta (Figo, Ronaldo..) são efectivamente casos, não só de "skills", mas também de formação; Quando diz ..."No fundo, muitos deles já antes de o serem o que são hoje, já tinha alguns skills que indiciavam que valia a pena apostar", então, voltamos à questão de que sem formação....; Mais, quem teve a capacidade de apostar naqueles valores (Figos, Ronaldos e Cª) ? Porque o fizeram? E quantos não se tornaram nesses mesmos Figo's e Ronaldo's???
Os clubes / dirigentes, têm que ter essa visão. E das duas uma, ou não sabem/querem/não têm interesse.., ou também não têm formação suficiente para tal. As coisas têm de ser claras.
Qto. à questão do "intervencionismo" do estado, tirando o futebol (e mesmo nesse caso, veja-se a lei de bases...), além de que "Estado", somo todos NÓS.
Qto. ao crescimento da modalidade em Portugal, não tenho dúvidas que isso já está a acontecer.
Deixe-me colocar uma questão: Quem é o investidor que não gosta de ganhar dinheiro?
Um abraço. PTR
Caro Paulo,

Essa visão que tanto falas, tem lógica no futebol, no ténis é perca de tempo, pois os miudos da idade do meu filho c/ 8 anos são uma aposta, mas chegam aos 16/18, quando poderão começar a dar frutos aos Clubes, o que é que acontece em Portugal? Ténis não dá dinheiro, filho acaba o curso e esquece o ténis... ora os Clubes e dirigentes sabem qual é o final da história, já para não falar que um atleta de ténis muda de Clube, sem ter que justificar ao anterior Clube que o formou, porque é que se mudou para outro Clube. Já no futebol estas transferências tem algumas regras, mesmo em Clubes «pequenos». Lembro-me do Sporting ter ido buscar o Ronaldo com 12 anos e na altura a transferência custou 4.000 contos, foi muito dificil para o Equipa de Deteção de Talentos justificar à Direcção do Sporting aquele investimento.


Eu como Pai, sei que o futuro do meu filho, como atleta da modalidade de ténis, não passa por continuar em Portugal, mas o meu filho também sabe que o Pai vai chegar a uma altura que não terá dinheiro para pagar a alta competição. E dirás tu e muito bem, mais um talento que passou lado de uma grande carreira. É evidente que deviamos fazer aquilo em que acreditamos, mas a vida não é só feita de paixões, também existem custos... que para muitos poderá ser um investimento, mas com a visibilidade que Portugal tem no ténis, não me parece!!! ;-)

Por último, "Quem é o investidor que não gosta de ganhar dinheiro?" concordo plenamente, agora o investimento nem sempre tem como objectivo o ténis, mas sim do que daí advém. Porque é que é o João Lagos gostava de ter um Court Central sem ser improvisado para receber o Open do Estoril, e não antes ter uma Academia de Ténis como a do Bollittieri (Flórida) e/ou do Bruguera (Barcelona) aqui em Espanha? Porque os sponsers assim o exigem... e vamos continuar a ir aos Open's para na final aparecerem estrangeiros a ganhar os Torneios.

Em suma, o ténis em Portugal é muito corporativo, todos se conhecem, porque são poucos. Falta alguêm de topo, Federação, Associações, alguêm influente que tenha um Projecto único para o Ténis em Portugal e que consiga unir todos numa única direcção, e aí ao estarmos a remar todos para o mesmo lado certamente o Ténis no final sairá a ganhar... enquanto não existir o Messias, vamos nós aqui gladiando por palavras, as nossas visões sobre o Ténis em Portugal.

1 abraço Luís Remédio
Luis Remédio,
Uma vez mais, de acordo.
O teu ultimo parágrafo é elementar; Percebemos (?) então que o dirigismo é o cerne da questão. E se não aparecer "alguém"? A modalidade não evolui? Não se pode fazer de maneira diferente do que até hoje foi feito?
As academias (ou se quiseres "as clínicas"), podem dar um bom contributo ao desenvolvimento da modalidade; Veja-se o que tem acontecido (pelo menos) naquelas que mencionaste; Quando nasceram, não tiveram de imediato a garantia de todo o reconhecimento e sucesso que hoje têm.
Também como pai, enquanto puder ajudar os meus filhos, fa-lo-ei; Se eles entenderem que é uma aposta séria e que é o que pretendem fazer..., bem aí, voltarei a este site a falar contigo e a deixar uma mensagem do tipo "precisa-se sponsor ..."; Até lá, restam-nos estas boas trocas de opinião.

" o ténis em Portugal é muito corporativo, todos se conhecem, porque são poucos." - Elementar!!

Abraço. PTR
Caros amigos e companheiros de modalidade,

Tenho lido vários foruns onde se discute a qualidade e a supremacia de um em relação ao outro dos 2 "galáticos" (Roger e Rafa), e gostaria de, com toda a humildade, defender aqui o meu ponto de vista (espero que os treinadores e críticos mais entendidos me desculpem o atrevimento...)

Como qualquer amante do ténis com as mínimas noções técnicas, não me canso de ver jogar aquele que é, sem qualquer dúvida, o jogador mais elegante e tecnicamente mais completo desde que me lembro de assistir a partidas deste desporto (eu ainda assisti a jogos dos tempos áureos do Borg...); o Federer é aquele jogador que é naturalmente idolatrado por qualquer praticante de ténis, por todas as razões sobejamente conhecidas, dentro e fora do court.

Mas que dizer deste Rafael Nadal? Eu não sou propriamente adepto da escola espanhola, típica de terra batida, mas o que este rapaz tem feito desde a sua profissionalização, é verdadeiramente assombroso...! Quem é que apostaria, há 2/3anos, que venceria Wimbledon e Open da Austrália frente ao Roger (provavelmente nem o mais optimista dos espanhois!).

Confesso que estou um pouco cansado de ouvir comentários, alguns de nomes muito conceituados, que consideram sempre que as vitórias do Roger sobre o Nadal (em menor número, já agora!) são naturais e fruto da supremacia do seu ténis, e as do Nadal sobre o nº 2 actual, são por demérito do Roger, ou porque não esteve mentalmente bem, ou porque não usou a estratégia mais adequada...

A verdade é que o Nadal, 5 anos mais jovem, cresceu a ver jogar o seu ídolo, e teve o previlégio de poder amadurecer o seu ténis ao ponto de bater-se com ele e vencê-lo, e por isso, cada vez que sobe a um palco para o defrontar, todas as suas qualidades de enorme querer e capacidade de sacrifício, vêm ao de cima e levam-no a conseguir pancadas verdadeiramente transcendentais, isto por um lado...

Mas para mim, humilde adepto e praticante, que admira incondicionalmente as qualidades e o ténis de ambos, sinto que não tem sido feita justiça ao enorme potencial do Rafa, e muitos esquecem que, ao contrário do Roger, que já atingiu o máximo do seu potencial tenístico, e a margem de progressão é mínima, o Rafa tem demonstrado, torneio após torneio, enormes melhorias a vários níveis, serviço, esquerda, etc

A verdade é que quem considera o Roger como o melhor de todos os tempos, esquece que o Rafa é igualmente único, pois não me lembro de nenhum outro jogador, com aquelas armas (balões em top-spin e uma capacidade física quase extra-terrestre) conseguir "operar os milagres" de vencer, em piso rápido, aqueles que á partida têm armas muito superiores. E embora o Rafa ultimamente tenha evidenciado, sem dúvida através do seu trabalho, humildade, persistência e muita força de vontade, um aumento significativo do seu arsenal de pancadas, o seu estilo tende a ser sempre substimado, sobretudo nos confrontos com o Federer.

Num mundo onde cada vez é mais raro encontrar dedicação e persistência seja no que fôr, onde o sucesso imediato mas pouco consistente é a tendência generalizada, onde o "brilho" da imagem é sempre mais valorizado que o conteúdo arduamente construído, é para mim muito gratificante ver aparecer exemplos como o do Rafa, que não se desculpam dos seus fracassos, e consolam desportivamente os oponentes nas suas vitórias mais suadas e difíceis!

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